*Educação Infantil*Um trabalho apaixonante…

ESCOLA DE EDUC. INFANTIL ” MARIA MONTESSORI” R: Serra de jairé, 1465 Fone: (11) 2268. 4931 // 3455.0925 //// 3562.1741 email: montessoritania@gmail.com ( 27 anos de experiência!!)

30/6/06

Os Dez Mandamentos para os pais

1-Diga o que a criança deve fazer, em vez de dizer "não faça isso". Educar é corrigir. Corrigir é substituir uma forma de reação inconveniente por uma adequada. Dizer apenas "não faça isso"é dar uma ordem negativa. A criança tem prazer na ação. Para desviá-la da ação inconveniente é preciso sugerir - lhe a ação conveniente, a fim de não privá-la do prazer de agir.

2- Não diga que uma coisa é má apenas porque lhe aborrece. A qualificação de uma coisa em boa ou má é importante para a criança na formação da capacidade de julgamento. Não deve ser feita com fundamento apenas na tendência afetiva momentânea de quem faz. Se é má, cumpre dar a razão de modo compreensível para a criança, e esta razão deve estar na coisa em si e não no agrado que nos causa.

3- Não fale da criança em sua presença, nem pense que ela não escuta, não observa, nem compreende. A Criança se sente objetivo da atenção dos adultos, quer quando elogiam, quer quando a censuram, desenvolve uma excessiva estima de si mesma, que a levará a procurar essa atenção de qualquer maneira, e a sofrer quando não a consegue.

4- Não interrompa o que uma criança está fazendo, sem avisá-la previamente. A criança tem prazer na ação. Interrompê-la subitamente é causar-lhe violenta emoção de natureza inibidora. Se é necessário interrompê-la proceda de modo que se evite a emoção de surpresa.

5 -Não manifeste inquietação quando a criança cai, ou não quer comer, etc. Faça o que for necessário sem se agitar e alarmar-se. A inquietação alarmada em torno de qualquer episódio da vida de uma criança serve, apenas, para ampliar o tom emocional do acontecimento. Cumpre, ao contrário, considerar as coisas com naturalidade, para que nela se desenvolva a capacidade de dominar suas próprias emoções.

6 -Ocupe-se dos interesses e necessidades da criança, em vez de somente demonstrar amor acariciando-a constantemente. O carinho físico é agradável para quem dá e recebe, mas pode não corresponder aos interesses e necessidades reais da criança: amor, aceitação, significado, apreciação, segurança, pertencer, ensino, elogios, disciplina e etc.

7- Vá passear com a criança, em vez de levá-la para passear. A criança, por suas eficiências naturais, é uma dependente. Quanto mais cedo se anular em seu espírito tal sentimento de dependência tanto mais rapidamente se completará o sentimento de que se basta a si mesma. “Levá-la para passear” é colocá-la na dependência da iniciativa alheia. “Ir com ela passear” é associá-la à iniciativa e à ação, o que lhe dará mais prazer.

8- Não faça sermões morais à criança pequena. As expressões de conteúdo moral são incompreensíveis para a criança pequena, porque são abstratas. Os “discursos” e “sermões” que as contenham valem somente como expressão inteligível de um estado de espírito que ela não compreende e que a alarma.

9- Sempre cumpra as suas promessas. Para a criança, prometer é começar a realizar. Se a promessa não se cumprir, haverá uma frustração como se a criança houvesse sido privada de alguma coisa, o que se dá em seu espírito origem à descrença.

10- Sempre diga a verdade para a criança.A mentira até pode ser aceita socialmente, mas para a criança é uma desilusão e destrói a autoridade como fonte de conhecimentos e fonte de verdade.

criado por montessoritania    18:36 — Arquivado em: Sem categoria

25/6/06

Educação …

…Falar em educação é falar da própria essência do existir. Se existimos para evoluir e crescer, e devemos nos desenvolver no decorrer deste período, estamos falando em educação, no ato do aprender/ensinar, naquela famosa avenida de duas mãos que deveria ser os processos de ensino aprendizagem e que deveria nortear as atividades em sala de aula. Onde ensinar e aprender são tarefas dos alunos e professores em igual medida.
A educação formal já na era moderna (século XIX), aquela realizada nas escolas e instituições, resumia-se a uma elite ou casta composta de alunos vindos das classes mais abastadas. Apenas muito mais tarde e por necessidade de desenvolvimento social foi que a educação começou seu processo de popularização, cito neste momento a revolução industrial do início do século XX, com a troca dos meios de produção artesianas para um modelo de linha de série, de produtividade. Inspirando-se neste momento, uma metodologia de ensino ofereceu sustentáculo àquela nova sociedade, esta metodologia era o racionalismo.
O racionalismo tinha como parâmetro a educação baseada em moldes formais de relação do conhecimento com os alunos, (a palavra aluno representa bem a visão latina: ausência de luz), quando a memorização dos conteúdos estava acima de tudo e de todos. Modelos estes ainda utilizados em muitas escolas de todo mundo.
Este modelo racionalista de educação teve nos meios de comunicação, principalmente neste século, um aliado eficiente e capaz de socialmente sustentar este conceito, educar como treinamento para a vida, como válido. Este conceito afirma que educar é ensinar um número de situações e circunstâncias que quando memorizadas e compreendidas podem ensinar a viver, como um tutorial de ações e conteúdos, a partir de uma decisão única do professor sobre o que ele entende ser necessário neste treinamento. Como se pudéssemos ensinar a viver. Esta concepção de treinamento para a ação inspirou a escola que conhecemos, criando uma trilha para a educação neste século.
Neste caminho ou trilha, vinha a escola, mantendo-se pseudo fora dos problemas sociais, usando o quadro negro (que mudou fisicamente com o passar do tempo para verde e em alguns casos branco ou digital, ou mesmo em PowerPoint), mostrando conteúdos dissociados da realidade, teimando ao invés de aprender a construir os conhecimentos a partir de vivências e abordagens mais multidisciplinares. Escola esta, que em muitos casos discrimina reproduzindo padrões sociais excludentes e avalia de forma limitada e quantitativa, não oferecendo um crescimento pessoal e social.
Vamos evoluindo em busca (pelo menos muitos de nós, professores) de encontrar formas que possibilitem melhorar esta relação entre a educação, os educandos e as instituições. Mais modernamente e principalmente no Brasil, no início dos anos 80, vimos um movimento em prol de mudar esta visão da educação racionalista, surgindo novas metodologias como Construtivismo, arte educação, nova Gelstalt, a escola cidadã, entre tantas outras, tentando inverter o processo e direcioná-lo mais para o aluno e para o pensar criativo e participativo como forma principal no aprender / ensinar num processo de troca.
Porém, as mudanças mundiais aceleraram-se nos últimos vinte anos, e antes de conseguirmos colocar em prática, na maioria das escolas, uma metodologia que pudesse colocar novamente o ensino na trilha da história e da realidade tecnológica, estamos de novo frente à outra transformação nas relações da educação com a sociedade. Nem mesmo foi possível elaborarmos e assimilarmos os conceitos sobre as teorias anteriormente citadas e já surge um novo contexto, a era do conhecimento digital.
Mas como pensar a educação nesta era de comunicação e processos digitais e de novas ecologias? Esta pergunta angustia muito a educadores e professores. São horas de vídeos, páginas de livros, fitas K7 ou mesmo fotos e apresentações de slides ou PowerPoint, preenchendo espaços culturais e milhões de megabits para dizer, em síntese, que todos os paradigmas que tínhamos estão mudando, que educar/aprender nesta era digital significa PENSAR, significa trabalhar em equipe, conviver com o diferente, processar informação em conhecimento e principalmente gostar de pesquisar.
Estamos num novo marco, quando podemos escolher entre continuar ensinando a memorizar e reproduzir a exclusão social; ou construir a aprendizagem com uma abordagem baseada na vivência e na experiência. Levando a escola para mais próxima da vida dos alunos, sejam eles alunos presenciais ou à distância.
Educar é sempre um processo que envolve aluno e professor (ambos com muita luz) no desenvolvimento do seu próprio amanhã. ( Prof. Max)

           Participação da família… no processo educacional ( mamãe  e filho )…

criado por montessoritania    22:19 — Arquivado em: Sem categoria

BRINCAR …

Brincar profundamente, brincar com a seriedade e o respeito que a criança, o momento e a vida merecem, é realizar um ato integral que acontece externa e internamente. Toda atividade que nos leva a perceber mais intensamente a vida, dentro e fora de nós, é altamente enriquecedora por fortalecer nossa vida interior.

A educação acadêmica parte do pressuposto de que as conquistas sociais são o objetivo da vida , o que é uma suposição correta para a maioria das pessoas mas, e a felicidade? Status, patrimônio garantem felicidade a alguém? A realização exterior sem a realização interior não proporciona felicidade. A fonte da alegria está dentro de nós; Se nossa criança interior estiver enfraquecida ou doente não seremos felizes, nem levaremos felicidade a ninguém.

O real valor do brincar e das atividades lúdicas é percebido intuitivamente, portanto, somente as pessoas que não estiverem muito comprometidas com posições teóricas poderão alcançá-lo.

Não estarmos presos a posições teóricas não significa ignorar todas as teorias. Para transcender o enfoque linear e alcançar a percepção holística dos fatos é necessário ser capaz de liberar-se dos conceitos e preconceitos adquiridos anteriormente.

A percepção do novo depende da capacidade de descobrir e aqui chegamos a uma encruzilhada muito especial: o que é descobrir?… É des-cobrir, é tirar os véus, isto requer coragem e uma certa dose de loucura. Esta descoberta não depende de conhecimentos científicos, mas, sim, da capacidade de encantar-se, da capacidade de soltar-se para buscar o novo.

O ato criativo é um ato de coragem. Quem pensa muito não cria porque o racionalismo, o excesso de crítica inibem o processo criativo. Mas, existe um aspecto interessante para ser considerado que é a diferença entre a busca de solução e o “deixar fluir de dentro”.

O processo criativo e o ato de criar podem ter origens diferentes. A criatividade do arquiteto, que busca uma nova solução para desenhar um espaço e a criatividade do poeta, que expressa um sentimento ou uma nova maneira de ver um fato, tem origens diferentes: na primeira,a motivação veio do problema, na segunda veio de uma necessidade interior, mas a criação é sempre um ato de liberdade; quem cria se expõe.

O brinquedo livre da criança é um exercício de criatividade, é uma forma de expressão que é também um passo em direção ao novo.


criado por montessoritania    21:51 — Arquivado em: Sem categoria

6/6/06

conhecendo um pouco da Educadora Mª Montessori


Maria Montessori nasceu em 1870. Tendo escolhido a carreira médica e estudado ciências naturais, obteve pela Universidade de Roma um diploma de médica, aos vinte e seis anos, distinguindo-se por dupla graduação : Doutora em Medicina e em Cirurgia.

Isto aconteceu em 1896 e ela foi a primeira mulher na Itália, e talvez uma das primeiras em toda a Europa, a se tornar Doutora em Medicina. Isto constituiu uma excelente base científica para o seu trabalho futuro.

De 1896 a 1911, aproximadamente quinze anos, exerceu a profissão médica, obtendo a cadeira universitária de Higiene e Antropologia. Em 1898, no decorrer de seu contato com crianças, começou a se interessar por elas e, em 1907, abriu sua primeira instituição para crianças abaixo de seis anos, à qual deu o nome de "Casa das Crianças". Este foi um período de estudos e descobertas maravilhosas.

Em 1909 publica seu primeiro volume intitulado "O Método Montessori". Este livro foi traduzido e editado em vários países. 1913 foi seu ano memorável, quando deu as primeiras Conferências Internacionais e visitou os Estados Unidos. Em 1916 surge outro livro, chamado pelos editores ingleses "The Advanced Montessori Method".

Em 1919 visita a Inglaterra, inaugurando um Curso Internacional de Treinamento, em Londres. Seu trabalho, difundido por toda a Europa, foi também muito bem recebido na Índia e América do Sul. Como conseqüência da larga difusão, fundou-se em 1929 a "Associação Montessori Internacional" (A.M.I), com o seguinte objetivo: "Levar a todos o conhecimento de como a criança, ainda imatura e lutando por descobrir e desenvolver suas potencialidades deverá ser assistida a fim de alcançar a realização e a perfeição do autoconhecimento".

Ao oferecer à doutora Montessori a Ordem Honorária do Instituto Educacional da Escócia, num encontro entusiástico em Edinburgo, o presidente daquele país disse: "A educação é uma profissão tradicional, mas uma vez em cada geração surge um personagem revelador que nos traz uma nova visão da vida, inspirando-nos a seguir novos rumos, novas atividades. Entre as grandes figuras da História da Educação está a Dra. Maria Montessori. Seu nome tornou-se conhecido não só na Escócia e na Europa, mas em todo o mundo".
Faleceu em 1952, aos 81 anos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

criado por montessoritania    23:44 — Arquivado em: Sem categoria
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